{"id":994,"date":"2020-01-17T18:04:54","date_gmt":"2020-01-17T21:04:54","guid":{"rendered":"http:\/\/luminacoach.com.br\/?p=994"},"modified":"2021-02-16T15:58:36","modified_gmt":"2021-02-16T18:58:36","slug":"self-awareness-dor-sofrimento-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/luminacoach.com.br\/es\/self-awareness-dor-sofrimento-cura\/","title":{"rendered":"Self Awareness \u2013 Dor, sofrimento &#038; cura"},"content":{"rendered":"<p>Como aprender a confrontar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es negativas, compreendendo o papel fundamental do sofrimento no processo de autoconhecimento e amadurecimento.<\/p>\n<h4><em>&#8220;Todo mundo \u00e9 capaz de dominar uma dor, exceto quem a sente.\u201d \u2013 William Shakespeare<\/em><\/h4>\n<p>Ao contr\u00e1rio de aves, peixes anf\u00edbios e r\u00e9pteis, os mam\u00edferos desenvolveram um c\u00e9rebro dotado de complexidade afetiva, ou seja, o racioc\u00ednio l\u00f3gico e a racionalidade originaram uma vasta gama de sentimentos \u2013 positivos e negativos. Os seres humanos, como mam\u00edferos altamente evolu\u00eddos, est\u00e3o continuamente submetidos a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/ebook-emocionario\/\">emo\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0relacionadas a aspectos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/dignidade-e-evolucao-da-consciencia-humana\/\">morais<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/cultura-e-neurociencia-quando-experiencia-cerebro-transborda-em-um-comportamento\/\">culturais<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/responsabilidade-social-e-inteligencia-emocional\/\">sociais<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/cultura-etica-o-que-seus-funcionarios-fazem-quando-ninguem-esta-olhando\/\">\u00e9ticos<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/mbti-e-espiritualidade-ao-longo-da-vida\/\">religiosos<\/a>. Esses sentimentos, muitas vezes amb\u00edguos e conflitantes, podem gerar v\u00e1rios sintomas:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/o-ser-humano-tem-medo\/\">medo<\/a>, confus\u00e3o,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/mbti-navegando-pelo-labirinto-estresse\/\">estresse<\/a>, sensa\u00e7\u00e3o de impot\u00eancia e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/funcionarios-mais-felizes-constroem-sucesso-organizacional\/\">depress\u00e3o<\/a>, sensa\u00e7\u00f5es frequentemente associadas \u00e0 muita dor e sofrimento.<\/p>\n<p><strong>O ser humano em geral procura evitar sofrer a todo custo, seja essa dor f\u00edsica ou emocional.<\/strong>\u00a0N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que, ao longo dos s\u00e9culos, a Medicina vem desenvolvendo in\u00fameros rem\u00e9dios e terapias para amenizar ou evitar os mais diversos tipos de dores.<\/p>\n<p>A linguagem humana relaciona dores f\u00edsicas e emocionais em todos os idiomas; na l\u00edngua portuguesa, express\u00f5es como aperto no peito, n\u00f3 na garganta e dor no cora\u00e7\u00e3o s\u00e3o apenas alguns exemplos. Com os recentes avan\u00e7os da tecnologia de neuroimagem, por\u00e9m, os cientistas puderam verificar que\u00a0<strong>a liga\u00e7\u00e3o entre sofrimento f\u00edsico e mental n\u00e3o \u00e9 apenas sem\u00e2ntica; de fato, esses dois sofrimentos compartilham regi\u00f5es cerebrais espec\u00edficas<\/strong>, como a por\u00e7\u00e3o anterior da \u00ednsula, uma zona cerebral respons\u00e1vel pela consci\u00eancia afetiva.<\/p>\n<p>Essa descoberta foi feita atrav\u00e9s de um experimento de pesquisadores da University of Michigan (PSYCHOLOGICAL SCIENCE, 2019). Eles recrutaram 40 volunt\u00e1rios rec\u00e9m-separados e os submeteram tanto a condi\u00e7\u00f5es de dor f\u00edsica, imergindo seus bra\u00e7os em \u00e1gua quente, quanto de dor emocional, confrontando-os com fotos dos ex-parceiros acompanhadas por frases de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/podcast-por-que-rejeicao-doi-tanto-e-o-que-fazer-respeito-disso\/\">rejei\u00e7\u00e3o<\/a>. Todo o processo foi monitorado atrav\u00e9s de exames de Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica Funcional, que revelaram uma clara superposi\u00e7\u00e3o entre as regi\u00f5es cerebrais afetadas pelas mem\u00f3rias tristes e pela quase queimadura.<\/p>\n<p>As imagens obtidas levaram os estudiosos \u00e0 conclus\u00e3o de que n\u00e3o apenas a dor f\u00edsica se manifesta nas emo\u00e7\u00f5es, mas a dor emocional tamb\u00e9m \u00e9 fisicamente sentida.<\/p>\n<h2><strong>Dor x Sofrimento<\/strong><\/h2>\n<h4><em>&#8220;Se quis\u00e9ssemos ser apenas felizes, isso n\u00e3o seria dif\u00edcil. Mas como queremos ficar mais felizes do que os outros, \u00e9 dif\u00edcil, porque achamos os outros mais felizes do que realmente s\u00e3o.\u201d \u2013 Bar\u00e3o de Montesquieu<\/em><\/h4>\n<p>Na pr\u00e1tica cl\u00ednica, o conceito geral de dor \u00e9 o de um \u201csinal fornecido por tecidos corporais alterados\u201d, isto \u00e9, a dor teoricamente aparece como uma manifesta\u00e7\u00e3o de desajustes fisiol\u00f3gicos \u2013 esses, por sua vez, costumam ser diagnostic\u00e1veis atrav\u00e9s de t\u00e9cnicas auxiliares. No entanto, quando diversos exames n\u00e3o conseguem identificar pontualmente a fonte da dor, muitos m\u00e9dicos a relacionam a \u201cquest\u00f5es psicol\u00f3gicas\u201d, um n\u00edvel frequentemente visto como imagin\u00e1rio ou \u201csomente mental\u201d.<\/p>\n<p>A mente humana, por\u00e9m, apresenta car\u00e1ter fisiol\u00f3gico, ou seja, est\u00e1 imersa em um corpo \u2013\u00a0<strong>a ci\u00eancia, inclusive, j\u00e1 analisa as origens e os efeitos das emo\u00e7\u00f5es no sistema neurol\u00f3gico<\/strong>, envolvendo todo o corpo humano. Nesse contexto, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional para o Estudo da Dor (<em>The International Association for the Study of Pain<\/em>\u00a0\u2013 Iasp) apresenta a seguinte defini\u00e7\u00e3o de dor:\u00a0<em>\u201cuma experi\u00eancia sensorial e emocional desagrad\u00e1vel (\u2026) possui dimens\u00e3o profundamente subjetiva, por tratar-se de viv\u00eancia\u201d<\/em>\u00a0(IASP, 2019).<\/p>\n<p>A dor \u00e9 o primeiro est\u00edmulo relacionado ao sofrimento. A resposta de \u201cdor\u201d adv\u00e9m de um longo processo evolutivo, sendo filogeneticamente selecionada para indicar que algum est\u00edmulo nocivo ao organismo est\u00e1 ocorrendo, seja ele intr\u00ednseco ou extr\u00ednseco (LENT, 2001).\u00a0<strong>A principal fun\u00e7\u00e3o da dor \u00e9 preservar a integridade f\u00edsica do indiv\u00edduo<\/strong>\u00a0(ANGELOTTI, 2001), e\u00a0<em>\u201cn\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil provar que um organismo refor\u00e7ado pela remo\u00e7\u00e3o de certas condi\u00e7\u00f5es, dentre elas a dor, teria uma vantagem na sele\u00e7\u00e3o natural\u201d<\/em>\u00a0(SKINNER, 1974\/1993, p. 190). Al\u00e9m disso, a dor tamb\u00e9m o levaria a \u201cfugir de est\u00edmulos aversivos condicionados que chamamos de \u2018amea\u00e7a\u2019 de ferimento, ou seja, agindo pela esquiva\u201d (p. 194).<\/p>\n<p>O sofrimento, por sua vez, diz respeito a um conceito mais amplo, envolvendo diversas concep\u00e7\u00f5es conforme a \u00e9poca hist\u00f3rica e sociedade em quest\u00e3o. A cultura budista, por exemplo, o encara de forma integrada \u00e0 vida social e \u00e0 pr\u00f3pria exist\u00eancia, enquanto a cultura ocidental admite diferentes intepreta\u00e7\u00f5es sobre o modo de experiment\u00e1-lo.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45060\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-45060\" src=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dor-e-sofrimento.jpg\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dor-e-sofrimento.jpg 640w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dor-e-sofrimento-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dor-e-sofrimento-504x336.jpg 504w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/dor-e-sofrimento-200x133.jpg 200w\" alt=\"Figura 1.0 Dor e sofrimento.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Figura 1.0 Dor e sofrimento.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Seja qual for a vis\u00e3o escolhida,\u00a0<strong>\u00e9 importante perceber que dor e sofrimento n\u00e3o s\u00e3o sin\u00f4nimos<\/strong>.<\/p>\n<p>O sofrimento est\u00e1 diretamente ligado aos sentimentos e sensa\u00e7\u00f5es produzidos pela mente de uma pessoa diante de um fato, ou seja, varia de acordo com experi\u00eancias pessoas e imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Assim, embora n\u00e3o possamos controlar tudo que acontece em nossas vidas, somos capazes de decidir como iremos encarar esses fatos, e \u00e9 essa atitude que determina se sofreremos ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>A perda de um emprego, por exemplo, geralmente causa dor, mas n\u00e3o precisa provocar sofrimento. Se, em vez de lamentar a demiss\u00e3o, a pessoa perceb\u00ea-la como uma oportunidade de tentar algo novo e melhor,\u00a0<strong>a dor pode se transformar em impulso, motiva\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<div class=\"content-box-purple\">\n<h2><strong>Sofrimento por antecipa\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n<p>Existe ainda o chamado sofrimento por antecipa\u00e7\u00e3o, quando a pessoa sofre antes mesmo de sentir dor, apenas pela expectativa de experiment\u00e1-la. A possibilidade de romper um relacionamento ou perder um ente querido, por exemplo, provoca um desespero ps\u00edquico muitas vezes mais doloroso do que perder de fato.<\/p>\n<p><strong>A imagina\u00e7\u00e3o humana costuma ser traidora e irracional, gerando medos imagin\u00e1rios e preocupa\u00e7\u00f5es desmedidas.<\/strong>\u00a0A dor \u00e9 um fato, o sofrimento \u00e9 o que esse fato desperta em n\u00f3s.<\/p>\n<p>O temor mais comum se resume no pensamento\u00a0<em>\u201ce se\u201d<\/em>. Ele ocorre quando a mente passa a ruminar ideias como\u00a0<em>\u201cE se isto acontecer? E se eu n\u00e3o conseguir fazer? E se eu nunca mais for feliz novamente?\u201d<\/em>.\u00a0<strong>Gradativamente, in\u00fameros\u00a0<em>\u201ce se\u201d<\/em>\u00a0tomam conta da cabe\u00e7a, causando sintomas de ansiedade e prejudicando a aten\u00e7\u00e3o e o foco<\/strong>.<\/p>\n<p>Tentar prever acontecimentos futuros certamente foi uma atividade mental bastante \u00fatil para a humanidade no passado, quando o<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/podcast-o-medo-de-falar-em-publico-versus-importancia-de-dar-voz\/\">\u00a0medo<\/a>\u00a0levava nossos ancestrais a aprender com os erros e evitar os mesmos problemas. Esse velho mecanismo de prote\u00e7\u00e3o, no entanto, pode ser prejudicial quando nos faz desperdi\u00e7ar energia e ferramentas mentais, como a capacidade de<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/o-resgate-obvio-como-devolver-o-ser-humano-sua-essencia\/\">\u00a0memoriza\u00e7\u00e3o<\/a>\u00a0e planejamento, imaginando cat\u00e1strofes que provavelmente nunca ocorrer\u00e3o.<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o desses cen\u00e1rios baseados no medo, al\u00e9m de gerar ansiedade, tamb\u00e9m pode trazer grande sofrimento\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/os-5-focos-da-inteligencia-emocional\/\">emocional<\/a>.<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h2><strong>Aceita\u00e7\u00e3o &amp; viv\u00eancia<\/strong><\/h2>\n<h4><strong><em>&#8220;O sofrimento \u00e9 o nosso meio de vida porque \u00e9 o \u00fanico meio atrav\u00e9s do qual temos consci\u00eancia de existir, a lembran\u00e7a dos sofrimentos passados nos \u00e9 necess\u00e1ria como um testemunho, uma prova de que continuamos a manter a nossa identidade.\u201d \u2013 Oscar Wilde<\/em><\/strong><\/h4>\n<p>A dor em si n\u00e3o imp\u00f5e sofrimento, mas \u00e9 a interpreta\u00e7\u00e3o cerebral \u2013 de modo consciente ou inconsciente \u2013 que nos faz sofrer diante de uma situa\u00e7\u00e3o. De acordo com o psicanalista Caio Fabio, autor do livro \u201cO que o sofrimento ensina: li\u00e7\u00f5es oferecidas por dores inevit\u00e1veis\u201d (FABIO, 2018), a sa\u00fade plena \u00e9 silenciosa, enquanto a dor \u00e9 ruidosa. Fabio ensina que\u00a0<strong>o bem-estar f\u00edsico e mental gera uma sensa\u00e7\u00e3o de estabilidade<\/strong>; a dor e o sofrimento, por outro lado, s\u00e3o gritantes e tiram o indiv\u00edduo da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/os-perigos-da-zona-de-conforto\/\">zona de conforto<\/a>, sinalizando a exist\u00eancia de algo em desarmonia.<\/p>\n<h4><em>&#8220;Nessa hora, \u00e9 necess\u00e1rio lembrar que a constata\u00e7\u00e3o \u2018eu era feliz e n\u00e3o sabia\u2019 \u00e9 um sinal de intelig\u00eancia, \u00e0 medida que n\u00f3s somos o \u00fanico animal capaz de se sentir idiota. Porque n\u00f3s temos uma consci\u00eancia que \u00e9 o tempo hist\u00f3rico, isto \u00e9, eu n\u00e3o vivo apenas o tempo, tenho percep\u00e7\u00e3o de passado, presente e desejo futuro\u201d<\/em>\u00a0(CORTELLA, 2016, pp. 127, 128).<\/h4>\n<p>Animais feridos sentem dor, mas n\u00e3o experimentam sofrimento. J\u00e1 os humanos, por serem dotados de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/dignidade-e-evolucao-da-consciencia-humana\/\">consci\u00eancia<\/a>, processam a dor e, por isso, sofrem. Caio Fabio adverte, por\u00e9m, que o sofrimento pode trazer grandes li\u00e7\u00f5es para quem n\u00e3o se entregar \u00e0 autovitimiza\u00e7\u00e3o \u2013\u00a0<strong>assim como chegamos ao mundo chorando, podemos nos desenvolver tamb\u00e9m a partir de obst\u00e1culos e priva\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>Ainda que ningu\u00e9m queira sofrer, passar por situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis pode trazer importantes ensinamentos, desenvolvendo qualidades como a perseveran\u00e7a e a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/o-ciclo-da-resiliencia-e-organizacao-resiliente\/\">resili\u00eancia<\/a>\u00a0\u2013 isso, por\u00e9m, s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel para aqueles que evitam remoer os problemas e quebram o \u201cciclo do sofrimento\u201d de dor,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/o-ser-humano-tem-medo\/\">medo<\/a> e ang\u00fastia.<\/p>\n<h4><em>&#8220;As pessoas sofrem. Elas n\u00e3o t\u00eam simplesmente dor \u2013 o sofrimento \u00e9 muito mais que isso. Os seres humanos lutam contra suas formas de dor psicol\u00f3gica; suas emo\u00e7\u00f5es e pensamentos dif\u00edceis, suas lembran\u00e7as desagrad\u00e1veis, e suas necessidades e sensa\u00e7\u00f5es n\u00e3o desejadas. Elas pensam nisto e se preocupam com isto, t\u00eam ressentimento disto, antecipam e temem isto (\u2026) ao mesmo tempo demonstram uma enorme coragem, profunda compaix\u00e3o e uma habilidade not\u00e1vel de seguir em frente mesmo a despeito de suas hist\u00f3rias pessoais dif\u00edceis. Mesmo sabendo que podem se machucar, os humanos amam outros humanos. Mesmo sabendo que v\u00e3o morrer um dia, eles se preocupam com o seu futuro. Mesmo sabendo da falta de sentido em muitas coisas da vida, abra\u00e7am ideais\u201d <\/em>(HAYES &amp; SMITH, 2005, p. 1).<\/h4>\n<p>Na cultura ocidental, expressar emo\u00e7\u00f5es \u00e9 um ato tradicionalmente mal visto e associado a aspectos considerados negativos, como fraqueza e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/o-poder-da-vulnerabilidade\/\">vulnerabilidade<\/a>.<\/p>\n<p>Condicionadas a n\u00e3o demonstrar sentimentos, as pessoas passam a crer erroneamente que reprimir-se ou \u201cengolir o choro\u201d \u00e9 a forma correta e socialmente aceit\u00e1vel de gerir o lado emocional.<\/p>\n<p>Existe, por\u00e9m, uma enorme diferen\u00e7a entre\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/ebook-emocionario\/\">reconhecer as emo\u00e7\u00f5es<\/a>\u00a0\u2013 principalmente as nocivas, como raiva, medo, inveja e m\u00e1goa -, vivenciando e gerenciando-as assertivamente, e tentar fugir do pr\u00f3prios sentimentos, alienando-se.<\/p>\n<p>Paralelamente,\u00a0<strong>para lidar de modo saud\u00e1vel com o sofrimento, \u00e9 necess\u00e1rio antes de qualquer coisa fazer uma autoan\u00e1lise, explorando as pr\u00f3prias sensa\u00e7\u00f5es e\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/voce-leva-tudo-para-o-lado-pessoal-uma-perspectiva-da-neurociencia\/\"><strong>ressignificando<\/strong><\/a><strong>\u00a0experi\u00eancias ruins<\/strong>. \u00a0Esse processo de autoconhecimento e quebra de paradigmas pode converter um sentimento negativo em felicidade, em algo que desencadeie novas interpreta\u00e7\u00f5es da vida, rompa com a in\u00e9rcia e promova renova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora seja totalmente compreens\u00edvel a busca por alegria e contentamento, a capacidade de atravessar per\u00edodos de dor e sofrimento sem receio pode nos aproximar de n\u00f3s mesmos \u2013 e quanto mais nos exploramos e aceitamos, mais evolu\u00edmos.<\/p>\n<p>Os maus momentos e as afli\u00e7\u00f5es, no entanto, s\u00e3o repudiados no atual cen\u00e1rio de busca incontrol\u00e1vel pelo prazer. Busca-se o extremo nesse sentido, e essa obsess\u00e3o op\u00f5e-se a qualquer tipo de dissabor. Essa vis\u00e3o hedonista da vida, embora ilus\u00f3ria, \u00e9 bastante poderosa e ganha cada vez mais adeptos. Por causa dela,\u00a0<strong>as pessoas tornam-se presas f\u00e1ceis da falta de autoconsci\u00eancia e empatia, n\u00e3o tolerando nenhuma das dificuldades que poderiam gerar amadurecimento e crescimento emocional no longo prazo.\u00a0<\/strong><\/p>\n<div class=\"content-box-purple\">\n<p>O filme\u00a0<em>Joker<\/em>\u00a0(Coringa), protagonizado por Joaquin Phoenix e dirigido por Todd Philips, retrata uma cidade (Gotham) bastante parecida com as grandes metr\u00f3poles mundiais: desigual e individualista. \u00c9 nesse cen\u00e1rio que cresce e vive o jovem Arthur Fleck, que apesar da falta de traquejo social e do sofrimento causado pelo dist\u00farbio da risada incontrol\u00e1vel, sonha em estrelar um famoso\u00a0<em>stand-up<\/em><em>\u00a0comedy<\/em>.<\/p>\n<p>Assim, em uma sociedade na qual a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/empatia-e-inteligencia-emocional\/\">empatia<\/a>\u00a0\u00e9 cada vez mais incomum, e a dor alheia \u00e9 motivo de piada, Coringa desperta emo\u00e7\u00f5es novas nos espectadores: compaix\u00e3o e sofrimento em vez de repulsa e terror.<\/p>\n<figure id=\"attachment_45058\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-45058\" src=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coringa.jpg\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coringa.jpg 640w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coringa-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coringa-504x336.jpg 504w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/coringa-200x133.jpg 200w\" alt=\"Figura 1.1 Coringa.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Figura 1.1 Coringa.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>No s\u00e9culo 19 o fil\u00f3sofo alem\u00e3o Friedrich Nietzsche (1844-1900) j\u00e1 dizia que sofrer vai muito al\u00e9m dos sentimentos de dor ou ang\u00fastia (CAL\u00c7ADO, 2012). Na filosofia nietzschiana, sem sofrimento n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de sucesso.\u00a0<em>\u201cN\u00e3o falem de dons ou talentos inatos\u201d<\/em>, Nietzsche escreveu.\u00a0<em>\u201cPodemos listar muitas figuras importantes que n\u00e3o tinham talento, mas conquistaram seu m\u00e9rito e transformaram-se em g\u00eanios. Elas fizeram isso superando dificuldades\u201d.<\/em>\u00a0Por fim, o fil\u00f3sofo sentenciou:\u00a0<em>\u201cAquilo que n\u00e3o causa minha morte, torna-me mais forte\u201d<\/em>\u00a0(NIETZSCHE, 2006).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h2><strong>ACT &amp; flexibilidade psicol\u00f3gica<\/strong><\/h2>\n<h4><em>&#8220;Nenhum e nenhuma de n\u00f3s \u00e9 feliz o tempo todo. Ali\u00e1s, uma pessoa que \u00e9 feliz o tempo todo n\u00e3o \u00e9 feliz, \u00e9 tonta.\u201d \u2013 Mario Sergio Cortella<\/em><\/h4>\n<p>A disponibilidade de explorar profundamente os pr\u00f3prios problemas \u00e9 considerada uma das principais caracter\u00edsticas de um indiv\u00edduo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/mind-emotions-agilidade-emocional-e-agilidade-organizacional\/\">emocionalmente saud\u00e1vel<\/a>.<\/p>\n<p>Pessoas bem resolvidas do ponto de vista mental geralmente sentem-se mais confort\u00e1veis para conhecer e refletir sobre o seu lado obscuro, vulner\u00e1vel, medroso e sens\u00edvel a eventos externos e opini\u00f5es de terceiros.<\/p>\n<p><strong>Embora a maioria das pessoas prefira fugir e jamais encarar velhos\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/e-possivel-reescrever-memoria-traumatica-com-neurociencia\/\"><strong>traumas<\/strong><\/a><strong>, reconhec\u00ea-los ainda \u00e9 a \u00fanica forma vi\u00e1vel para superar as dores emocionais<\/strong>. N\u00e3o se trata de perpetuar sentimentos desagrad\u00e1veis, mas sim de aprender a atravess\u00e1-los. Para Rachel Naomi Remen, professora do Centro Osher de Medicina Integrativa da Universidade da Calif\u00f3rnia, em S\u00e3o Francisco, a dor que n\u00e3o cessa \u00e9 aquela que n\u00e3o foi sentida, vista e reconhecida. Em seu livro \u201cAs B\u00ean\u00e7\u00e3os do Meu Av\u00f4\u201d (REMEN, 2001), Rachel ensina que\u00a0<em>\u201ccada grande perda exige que fa\u00e7amos uma nova op\u00e7\u00e3o pela vida. Para tanto, precisamos sofrer e lamentar. A dor que n\u00e3o \u00e9 sofrida transforma-se numa barreira entre n\u00f3s e a vida. Quando n\u00e3o sofremos a dor, uma parte nossa fica presa ao passado, como a mulher de Lot que, no relato da B\u00edblia, ao olhar para tr\u00e1s transformou-se em est\u00e1tua de sal\u201d.<\/em><\/p>\n<p>Apesar disso, muitas vezes tememos entrar em contato com lembran\u00e7as especialmente dolorosas. Acreditamos que seremos devastados por elas, quando na realidade \u00e9 justamente sentindo a dor que ela \u00e9 processada e dissolvida.\u00a0<strong>A aproxima\u00e7\u00e3o afetiva do que nos machucou n\u00e3o enfraquece, pelo contr\u00e1rio:<\/strong>\u00a0penetrar na dor e sair dela melhor do que antes \u00e9 fundamental para deixar de sofrer.<\/p>\n<p>Geralmente aquilo que nos causa dor \u00e9 algo que n\u00e3o gostamos de confrontar e admitir. A quest\u00e3o central a\u00ed \u00e9 que a maioria das pessoas associa erroneamente o sofrimento ao fracasso, enquanto\u00a0<strong>sofrer \u00e9 de fato uma parte indispens\u00e1vel da rota de cura<\/strong>. Portanto, para nos libertarmos de uma dor, \u00e9 necess\u00e1rio antes de tudo aceitar sua exist\u00eancia, observando as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es com aten\u00e7\u00e3o e empatia. Por outro lado, quem tenta ignorar as m\u00e1goas do passado est\u00e1 condenado a revisit\u00e1-las no presente ou no futuro.<\/p>\n<p>\u00c9 importante notar que encarar a dor n\u00e3o \u00e9 o mesmo que atirar-se em um precip\u00edcio, mas um procedimento gradativo, que exp\u00f5e o indiv\u00edduo apenas o suficiente para que ele consiga superar seu preconceito e rep\u00fadio quanto a ela.<\/p>\n<p>Como uma experi\u00eancia universal e inevit\u00e1vel, a dor \u2013 cr\u00f4nica ou transit\u00f3ria \u2013 demanda respostas conscientes para n\u00e3o virar um sofrimento severo. Existem atualmente v\u00e1rios m\u00e9todos psicocognitivos para vencer a inflexibilidade psicol\u00f3gica, dentre os quais destaca-se a Terapia de Aceita\u00e7\u00e3o e Compromisso (<em>Acceptance and Commitment Therapy<\/em>\u00a0\u2013 ACT).<\/p>\n<p>A ACT busca promover a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/guia-mbti-importancia-da-autoconsciencia-para-o-sucesso\/\">autoconsci\u00eancia<\/a>\u00a0em substitui\u00e7\u00e3o \u00e0s estrat\u00e9gias psicol\u00f3gicas disfuncionais \u2013 quando uma pessoa n\u00e3o consegue lidar com frustra\u00e7\u00f5es e tenta de todas as formas evitar a dor. Trata-se de um tipo de interven\u00e7\u00e3o (terapia) para que o indiv\u00edduo pare de lutar contra os pr\u00f3prios sentimentos (aceita\u00e7\u00e3o), identificando e aproximando-se (compromisso) de seus valores pessoais (HAYES et al., 2016).<\/p>\n<p>Criada no fim da d\u00e9cada de 1980 pelo psic\u00f3logo americano Steven Hayes, a ACT \u00e9 um m\u00e9todo de exposi\u00e7\u00e3o prolongada e uma das principais correntes em psicoterapia cognitiva \u2013 as chamadas terapias de terceira onda. Estudiosos da ACT apontam a flexibilidade psicol\u00f3gica como fator-chave para uma vida significativa e plena, ou seja, a proposta n\u00e3o deve ser eliminar o sofrimento, mas sim seguir na dire\u00e7\u00e3o do que \u00e9 importante em nossa vida a despeito da dor. Na ACT as dores s\u00e3o, inclusive, parte do caminho para desfrutar de uma exist\u00eancia verdadeiramente valiosa.<\/p>\n<p>A inflexibilidade psicol\u00f3gica, ao contr\u00e1rio, mant\u00e9m-nos estagnados, combatendo sofrimentos que n\u00e3o desejamos experimentar.<\/p>\n<p>Por conta dessa postura, n\u00e3o conseguimos nos mover na dire\u00e7\u00e3o de nossos sonhos e ideais.\u00a0<strong>Muitas vezes lutamos e esperamos que as emo\u00e7\u00f5es negativas sumam para ent\u00e3o perseguir o que realmente importa para n\u00f3s, perdendo tempo e deixando de desfrutar momentos prazerosos.<\/strong><\/p>\n<p>Um indiv\u00edduo flex\u00edvel psicologicamente \u00e9 aberto e vive no presente, sabendo o que \u00e9 importante para si e disposto a perseguir a felicidade apesar dos obst\u00e1culos. Ele compreende que ter uma boa vida n\u00e3o \u00e9 sin\u00f4nimo de aus\u00eancia de sofrimento. Nas palavras de Steven Hayes,\u00a0<em>\u201ca dor n\u00e3o tem a fun\u00e7\u00e3o de nos matar, e sim transformar\u201d.<\/em><\/p>\n<div class=\"content-box-purple\">\n<p><em>Do mesmo modo que te abriste \u00e0 alegria<\/em><\/p>\n<p><em>abre-te agora ao sofrimento<\/em><\/p>\n<p><em>que \u00e9 fruto dela<\/em><\/p>\n<p><em>e seu avesso ardente.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Do mesmo modo<\/em><\/p>\n<p><em>que da alegria foste<\/em><\/p>\n<p><em>ao fundo<\/em><\/p>\n<p><em>e te perdeste nela<\/em><\/p>\n<p><em>e te achaste<\/em><\/p>\n<p><em>nessa perda<\/em><\/p>\n<p><em>deixa que a dor se exer\u00e7a agora<\/em><\/p>\n<p><em>sem mentiras<\/em><\/p>\n<p><em>nem desculpas<\/em><\/p>\n<p><em>e em tua carne vaporize<\/em><\/p>\n<p><em>toda ilus\u00e3o<\/em><\/p>\n<p><em>que a vida s\u00f3 consome<\/em><\/p>\n<p><em>o que a alimenta.<\/em><\/p>\n<p>(GULLAR, 1987\/2013)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-box-purple\">\n<p>Aceita\u00e7\u00e3o n\u00e3o significa adotar um comportamento passivo e derrotista, mas sim uma postura mais positiva e \u00edntegra de intera\u00e7\u00e3o com o pr\u00f3prio conte\u00fado psicol\u00f3gico. A ACT fundamenta-se no entendimento de que tentar esconder ou controlar a dor apenas a refor\u00e7a. Sendo assim,\u00a0<strong>devemos cultivar a aten\u00e7\u00e3o plena \u2013\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/mindfulness-e-o-cerebro\/\"><strong><em>mindfulness<\/em><\/strong><\/a><strong>, uma t\u00e9cnica milenar de medita\u00e7\u00e3o \u2013 para vivenciar o momento presente com prop\u00f3sito e sem julgamentos.\u00a0<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_45062\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-45062\" src=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mindfulness.jpg\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" srcset=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mindfulness.jpg 640w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mindfulness-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mindfulness-504x336.jpg 504w, https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/mindfulness-200x133.jpg 200w\" alt=\"Figura 1.2 Mindfulness.\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption class=\"wp-caption-text\">Figura 1.2 Mindfulness.<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>Em um mundo cada vez mais din\u00e2mico, onde somos impulsionados a manter em dia in\u00fameros compromissos e buscar sempre novas conquistas, a luta di\u00e1ria muitas vezes nos afasta do que \u00e9 de fato relevante para n\u00f3s.<\/p>\n<p>Existem, por\u00e9m, diversas met\u00e1foras e t\u00e9cnicas eficientes para identificar valores pessoais: questionar algu\u00e9m sobre seus her\u00f3is e da\u00ed descobrir as qualidades mais admiradas pela pessoa, ou ainda perguntar o que gostaria que fosse escrito em seu epit\u00e1fio ou como acredita que as pessoas falariam sobre ela em seu funeral (HAYES et al., 2007). Steven Hayes sugere ainda outra t\u00e9cnica espec\u00edfica para lidar com o sofrimento persistente:<\/p>\n<ul>\n<li>Tente lembrar-se de um sentimento dif\u00edcil e familiar que frequentemente invade seus pensamentos.<\/li>\n<li>Em uma folha de papel em branco, escreva resumidamente qual e como \u00e9 esse sofrimento. Observe o que foi escrito e os efeitos disso em voc\u00ea.<\/li>\n<li>Vire a folha e, no verso, escreva qual valor voc\u00ea deseja proteger desse sofrimento ou como acredita que ele pode prejudicar uma qualidade sua.<\/li>\n<li>Leia o que voc\u00ea escreveu e questione se, ao tentar evitar o sofrimento do outro lado da folha, voc\u00ea chegou a suprimir esse atributo seu.<\/li>\n<li>Sem virar a folha, escreva como voc\u00ea preferiria lidar com o sofrimento do outro lado.<\/li>\n<li>Imagine-se agora o mais jovem poss\u00edvel e identifique em que momento essa dor tornou-se presente na sua vida. Qual conselho voc\u00ea daria a si mesmo naquela \u00e9poca?<\/li>\n<li>H\u00e1 algo que voc\u00ea possa fazer agora mesmo para melhorar a situa\u00e7\u00e3o? Alguma coisa que voc\u00ea abandonou ou pretende come\u00e7ar a fazer? Registre isso tamb\u00e9m.<\/li>\n<li>Releia os dois lados da folha e note como seus sofrimentos e qualidades s\u00e3o complementares, e n\u00e3o opostos.<\/li>\n<\/ul>\n<div class=\"content-box-purple\">\n<p>Desentendimentos, priva\u00e7\u00f5es, perdas, lutos, depress\u00f5es e ang\u00fastias eventuais podem e devem ser encarados para avan\u00e7armos emocionalmente.\u00a0Para isso, a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.fellipelli.com.br\/\"><strong>FELLIPELLI<\/strong><\/a>\u00a0oferece valiosas ferramentas de\u00a0<em>assessment\u00a0<\/em>nas \u00e1reas de tipos psicol\u00f3gicos, autoconhecimento, intelig\u00eancia emocional e diversas outras. Consulte-nos!<\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Para saber mais:<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><strong>Resgate emocional<\/strong>: Como trabalhar com suas emo\u00e7\u00f5es e transformar o sofrimento e a confus\u00e3o em energia que te fortalece. Dzogchen Ponlop. Editora L\u00facida Letra, 2018.<\/li>\n<li><strong>Sem lama n\u00e3o h\u00e1 l\u00f3tus<\/strong>: A arte de transformar o sofrimento. Thich Nhat Hanh. Editora Vozes, 2019.<\/li>\n<li><strong>Voc\u00ea sofre para n\u00e3o sofrer<\/strong>? Desautorizando o sofrimento\u00a0<em>pr\u00eat-\u00e0-porter<\/em>. Jorge Forbes. Editora Manole, 2017.<\/li>\n<\/ul>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/www.psychologicalscience.org\/observer\/why-love-literally-hurts\">PSYCHOLOGICAL SCIENCE, 2019.\u00a0<strong><em>Why Love Literally Hurts<\/em><\/strong>.<\/a>\u00a0Acesso em: 30\/12\/2019.<\/li>\n<li>CORTELLA, Mario Sergio.\u00a0<strong>Por que fazemos o que fazemos?\u00a0<\/strong>Editora Planeta, 2016.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.iasp-pain.org\/\">IASP, 2019.<\/a>\u00a0Acesso em: 30\/12\/2019.<\/li>\n<li>LENT, R. (2001).\u00a0<strong>Cem bilh\u00f5es de neur\u00f4nios: conceitos fundamentais de neuroci\u00eancia<\/strong>. S\u00e3o Paulo: Ateneu.<\/li>\n<li>ANGELOTTI, G. (2001).\u00a0<strong>Dor cr\u00f4nica<\/strong>: aspectos biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos e sociais. In V. A. Angerami-Camon (Org.),<em>Psicossom\u00e1tica e a psicologia da dor<\/em>\u00a0(pp. 113-120). S\u00e3o Paulo: Pioneira.<\/li>\n<li>SKINNER, B. F. (1993).\u00a0<strong>Ci\u00eancia e Comportamento Humano<\/strong>(J. C. Todorov, &amp; R. Azzi, Trads.). S\u00e3o Paulo: Martins Fontes (Trabalho original publicado em 1974).<\/li>\n<li>FABIO, Caio.\u00a0<strong>O que o sofrimento ensina<\/strong>: li\u00e7\u00f5es oferecidas por dores inevit\u00e1veis. Editora Academia, 2018.<\/li>\n<li>HAYES, S. C., &amp; SMITH, S. (2005).\u00a0<strong><em>Get out of your mind and into your life<\/em><\/strong>:<em>\u00a0The new Acceptance and Commitment Therapy<\/em>. Oakland, CA: New Harbinger.<\/li>\n<li>CAL\u00c7ADO, Thiago.\u00a0<strong>O sofrimento como reden\u00e7\u00e3o de si<\/strong>: Doen\u00e7a e vida nas filosofias de Nietzsche e Pascal. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2012.<\/li>\n<li>Friedrich.\u00a0<strong>A Gaia Ci\u00eancia<\/strong>. Tradu\u00e7\u00e3o Ant\u00f4nio Carlos Braga. 3. Ed. \u2013 S\u00e3o Paulo: Editora Escala.<\/li>\n<li>NIETZSCHE, Friedrich.\u00a0<strong>Genealogia da moral<\/strong>: uma pol\u00eamica. 4\u00aa reimpress\u00e3o. Trad. Paulo C\u00e9sar de Sousa. S\u00e3o Paulo: Companhias das Letras, 2002.<\/li>\n<li>REMEN, Rachel Naomi.\u00a0<strong>As B\u00ean\u00e7\u00e3os do Meu Av\u00f4<\/strong>. Editora Sextante, 2001.<\/li>\n<li>HAYES, Steven C.; STROSAHL, Kirk D.; WILSON, Kelly G.\u00a0<strong><em>Acceptance and Commitment Therapy<\/em><\/strong>:\u00a0<em>The Process and Practice of Mindful Change<\/em>. The Guilford Press, 2016.<\/li>\n<li>GULLAR, Ferreira.\u00a0<strong>Barulhos<\/strong>. Editora Jose Olympio, 1987\/2013.<\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/psycnet.apa.org\/record\/2007-18032-000\">HAYES et al., 2007. Luoma, J. B., Hayes, S. C., &amp; Walser, R. D. (2007).\u00a0<strong><em>Learning ACT<\/em><\/strong><\/a>:\u00a0<em>An acceptance and commitment therapy skills-training manual for therapists<\/em>. New Harbinger Publications. Acesso em: 30\/12\/2019.<\/li>\n<\/ul>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Temas<\/strong>: Intelig\u00eancia Emocional,\u00a0<strong><u><a href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/go\/campanha-eqi\/?hilite=%27eqi%27\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">EQ-i 2.0<\/a>.<\/u><\/strong><\/p>\n<p><strong>Subtemas:\u00a0<\/strong>Compreendendo o papel fundamental do sofrimento no processo de autoconhecimento.<\/p>\n<p><strong>Objetivo:<\/strong>\u00a0Autoconhecimento, Autodesenvolvimento, Coaching, Desenvolvimento Pessoal.<\/p>\n<p><em>Este conte\u00fado \u00e9 de propriedade da\u00a0<a id=\"LPlnk745318\" class=\"x_x_OWAAutoLink\" href=\"https:\/\/www.redefellipelli.com.br\/go\/site-fellipelli\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-auth=\"NotApplicable\">Fellipelli Consultoria Organizacional<\/a>. Sua reprodu\u00e7\u00e3o; a cria\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o de obras derivadas \u2013 a transforma\u00e7\u00e3o e a adequa\u00e7\u00e3o da obra original a um novo contexto de uso; a distribui\u00e7\u00e3o de c\u00f3pias ou grava\u00e7\u00f5es da obra, na \u00edntegra ou derivada -, sendo sempre obrigat\u00f3ria a men\u00e7\u00e3o ao seu autor\/criador original.<\/em><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como aprender a confrontar as pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es negativas, compreendendo o papel fundamental do sofrimento no processo de autoconhecimento e amadurecimento. &#8220;Todo mundo \u00e9 capaz de dominar uma dor, exceto quem&#8230;<\/p>","protected":false},"author":1,"featured_media":995,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_kad_post_transparent":"","_kad_post_title":"","_kad_post_layout":"","_kad_post_sidebar_id":"","_kad_post_content_style":"","_kad_post_vertical_padding":"","_kad_post_feature":"","_kad_post_feature_position":"","_kad_post_header":false,"_kad_post_footer":false,"footnotes":""},"categories":[67],"tags":[],"class_list":["post-994","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v27.2 - https:\/\/yoast.com\/product\/yoast-seo-wordpress\/ -->\n<title>Self Awareness \u2013 Dor, sofrimento &amp; 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